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Sobre o trabalho: fazer o que gosta ou ganhar dinheiro?

 

Texto original: Guilherme Ramos

Tem aparecido constantemente na mídia, com grande destaque, casos de pessoas que “largaram tudo” para, finalmente, fazerem o que realmente gostam — mesmo que não ganhem lá essas coisas. “Mais tempo com a família e para si mesmo”, é o modus operandi de um rígido e decorado discurso.

Eu tenho um amigo que agora garante o mês com um salário razoável, mas, passa o dia sufocado pela rotina e se arrasta pela vida visivelmente cansado — infeliz. Outrora fazia o que gostava. Só que se revirava em mil, nas poucas 24 horas que tinha por dia, para não ganhar lá essas coisas. E essa história, de ganhar bem e não fazer o que gosta, ou fazer o que gosta e não ganhar bem, todas às vezes que o encontro, ou tenho conhecimento de exemplos parecidos, mergulho meus pensamentos no mundo das ideias e passo a questionar sobre a vida, e sobre a minha vida.

Tantos dias atrás, uma amiga me contou a exorbitante vantagem salarial de um cargo numa determinada empresa financeira. É de garantir não só o mês, mas anos de sombra e muita água fresca. O salário fixo tem lá sua justiça, só que o bônus anual, com a mais absoluta certeza, não é coisa de Deus.

Pois, então, eu e minha amiga passamos a destrinchar o “job description”, o dia a dia do cidadão que ocupa o tal cargo e do mercado, e se nos chamassem para uma entrevista, recusaríamos categoricamente, sem nenhum pingo de arrependimento. Pra gente, fazer parte do mundo dos engravatados, seria um nó na garganta que dinheiro nenhum aliviaria as sequelas dos estrangulamentos diários. E o mais curioso é que, em conversa rápida com o cidadão que ocupa o cargo, confessou não gostar do que faz e que não está feliz.

Já estive também inserido nessa constante paradoxal. Se é que ainda não estou nela. Afinal, enquanto aqui escrevo, e realmente gosto do que faço, não ganho (por enquanto) lá essas coisas. Mas devo expor que estou feliz!

O “por enquanto” entre parênteses foi inserido com escancaradas intenções. Assim, passo a ordenar a ideia que quero explorar neste texto. Não me parece mais justo pensar sempre em fatos distintos, pois, tudo que se vê no encontro desses dois universos, fazer o que gosta e ganhar bem, são lacunas impossíveis, de sorte ou para uma minoria privilegiada.

Devo me adiantar: se é possível para um, é possível para todos. Também não estou aqui para levantar a bandeira de que tudo é simples e fácil. Pelo contrário, exigirá disciplina, paciência, e uma honesta dose de coragem. Basicamente, a sorte que vemos estampada em diversos exemplos por aí é o resultado de muita disciplina, paciência, coragem, e mais um fundamental: o trabalho. Tenho fixado em meu celular uma frase de Eddie Cantor: “Levei vinte anos para fazer sucesso da noite para o dia.”

Agora, num mundo rodeado de urgência, imediatismo, ansiedade, pressa, ausência de objetivos, como é que a vida, em sua totalidade, se encaixa harmonicamente? Nasce, portanto, questionamentos recorrentes e visíveis ao andar na rua: quem tem paciência nos dias de hoje? Quem tem autodisciplina? Quem tem coragem de ser aquilo que veio pra ser? Quem é que trabalha sabendo realmente o que quer?

Saber o que realmente quer é o ponto primordial — e o mais difícil também. Se você realmente sabe o que quer, é natural que entre num estado de paciência. Afinal, você já decidiu, sabe o que quer, e trabalhando diariamente para conquistar aquilo que realmente quer, é só uma questão de tempo para se chegar ao objetivo final. Caso contrário, tenta-se uma coisa nova aqui, e não satisfaz, outra coisa acolá, e não satisfaz, e assim por diante… Isto é, provavelmente é assim que as pessoas passam pela vida, realizando muitas coisas, mas nunca fazendo absolutamente nada, porque não sabem o que querem.

Matérias como a física quântica comprovam que o mundo externo é o resultado de cada mundo interno. Mas, seria injusto da minha parte, com a própria física quântica e com o leitor, querer traçar qualquer equação a respeito. Me colocaria numa posição tão rasa, que me afogaria na superfície. No entanto, existe um exemplo que está ao meu alcance e tantas vezes já o presenciei.

Durante o dia, por exemplo, surge a necessidade de falar com determinada pessoa. Pensamos nela, mas deixamos para ligar ou enviar mensagem mais tarde. Passa-se um tempo, e essa pessoa entra em contato (por coincidência?) antes que a gente faça qualquer movimento. E é natural que se diga: “Você não morre mais.”

Imagine, portanto, se acreditássemos nessa energia para tantas outras coisas que queremos ter e ser? Seria apenas coincidência? Sorte? Destino?

Entre essa coisa de fazer o que gosta, ou ganhar dinheiro, existe um universo sútil que faz toda a diferença na vida de cada um de nós. E todas às vezes que eu encontro o amigo do começo do texto, ou tenho conhecimento de exemplos parecidos, mergulho meus pensamentos no mundo das ideias e passo a questionar sobre a vida, e sobre a minha vida.

Pode-se achar também que esse papo se dirigiu para “o viajar na maionese”. Mas devo dizer, para não perder a oportunidade, que as tantas fórmulas mágicas que encontramos por aí parecem que não deram certo até hoje. Verifica-se mundo afora e observa-se nitidamente, sobre a terra, com os pés firmes no chão, o resultado de recorrentes insatisfações. Trens, ônibus, bares, cafezinhos da tarde, estão rotineiramente abarrotados de reclamações.

A questão maior não é fazer o amigo leitor acreditar nas coincidências da vida, mas mostrar que existe, inteiramente à disposição, uma programação diferente daquilo que já se sabe sobre “fazer o que gosta ou ganhar dinheiro”.

E por ser assim, entre “fazer o que gosto ou ganhar dinheiro”, prefiro “fazer o que gosto e ganhar dinheiro”.

Aliás, você já sabe o que quer?

Tenha coragem, acredite em você, trabalhe (muito), e seja paciente.

O mundo é uma televisão com diferentes canais. Qual é, afinal, o canal da sua vida?

Texto original: Guilherme Ramos

 

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