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A Arte de Escrever ensinadas em 20 lições [PARTE 2]

 

Texto adaptado do livro “A Arte de Escrever em 20 lições de Cândido Figueiredo”

(Essa é a parte 2 do post, se você ainda não viu a parte 1, clique nesse link);

Lição quarta: A harmonia das frases

A harmonia das frase. O equilíbrio. A construção. Os períodos. Como construir uma frase? Processos contemporâneos. A proposição. Digressões e desvios. Harmonia por coesão. Importância da harmonia. A falsa harmonia.

Assim como as palavras, segundo os sons e as suas combinações, produzem uma harmonia, que anima o estilo, assim a construção das frases produz uma harmonia geral, que domina o estilo e lhe dá a sua cadência, o seu aspecto definitivo.

Uma frase tem número, quando está construída e se desenvolve num ritmo largo segundo as exigências da respiração.

Um período é uma frase, dividida entre alguns membros (os quais se podem subdividir em frases incidentes) e cujo sentido completo está suspenso até a última e perfeita pausa.

A construção das frases é o segredo da arte de escrever.

Como há uma infinidade de maneiras de construir frases, o que depende da maleabilidade pessoal do espírito seria difícil dar conselhos minuciosos.

Fixemos observações gerais, alguns princípios, que explicam a maior parte dos casos.

Seja qual for o assunto de que se tratar, não é necessário escreverem-se sempre longos períodos.

Não se deve adotar mais o estilo de frases longas, do que o estilo de frases curtas. À mescla é que produz a variedade. Nada é mais agradável, do que descansar o espírito em frases breves, depois de termos lido frases majestosas.

Um estilo amplo e firme é todavia mais sedutor, de mais relevo e mais estimado, do que um estilo fôlego curto.

Os belos períodos provam que se tem fôlego. Com igual mérito, as frases curtas serão sempre de mais difícil realização.

Os belos períodos exigem trabalho complicado, ao passo que um artigo de jornal se pode fazer sem grande esforço.

O período constitui o mecanismo mais importante da arte de escrever. É uma parelha que tem de se guiar. Não se devem perder as guias de nenhum dos cavalos que governamos; cumpre caminhar sempre para um alvo, obviar os obstáculo, alinhar bem as regências, conservar a clareza e a lógica, prodigalizando imagens.

Não há grande dificuldade em explicar as diversas formas, que um período pode tomar. Convém todavia que o leitor, que decerto as conhece, tão bem como nós, tenha sob os olhos alguns exemplos de períodos, com o auxílio dos quais poderá avaliar o alcance dos nossos conselhos.

Período de dois membros sem incidentes:

Seja qual for a indiferença do nosso século pelo talentos que o honram, presta, pelo menos, justiça àqueles que já não existem.
(Tomás);

Poderia juntar-se um incidente a cada um dos dois membros daquele período simples, e ter-se-ia um período de dois membros com incidentes. Podemos, como é fácil ver-se, juntar a cada membro um ou dois incidentes.

Período de dois membros com incidentes:

Aquele que reina nos Céus, e de quem dependem todos os impérios e a quem só pertence a glória, a majestade e a independência, é também o único que se glorifica de fazer leis para os monarcas, e de lhes dar, quando lhe apraz, grandes e terríveis lições.
(Bossuet).

Período de três membros:

Se a equidade reinasse no coração dos homens; se a verdade e a virtude lhes fossem mais queridas do que os prazeres, a fortuna e as honras, nada poderia alterar a sua felicidade.
(Massilon).

O que produz o encanto e o brilho de um período é o andamento progressivo das palavras e das ideias. A primeira condição para se escrever uma frase, seja qual for a sua extensão, é observar-lhe bem a lógica, o equilíbrio e a proporção.

A Lógica

Devem construir-se as frases, segundo a ordem natural dos pensamentos e das regras gramaticais; o sujeito, o verbo e o atributo. Não se deve dizer: “Deus deu a todos as criaturas humanas a sua graça”. Mas: “Deus concedeu a sua graça a todas as criaturas humanas”. Também se não deverá dizer: “Esta prova pareceu a todos os filósofos insuficiente”; mas sim: “esta prova pareceu insuficiente a todos os filósofos.

A proporção dos membros de frases entre si produz o equilíbrio e a harmonia de um período. É preciso que os incidentes ou as proposições principais sejam, entre si, pouco mais ou menos, de comprimento igual, e que a frase termine em sonoridade extensa.

Para se obter harmonia, não há melhor regra, que o conselho dado por M. A. Henry, no seu Curso de Literatura:

Fazei que o som se sustente ou vá mesmo em crescendo até o fim da frase e que esta termine com os membros mais extensos e as palavras mais sonoras.

Texto adaptado do livro “A Arte de Escrever em 20 lições de Cândido Figueiredo”

Continua na PARTE 3 em breve.

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