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A Arte de Escrever ensinadas em 20 lições [PARTE 1]

 

Texto adaptado do livro “A Arte de Escrever em 20 lições de Cândido Figueiredo”

Tenho lido quase todos os Manuais, e todos os Cursos de Literatura. São bons guias, mas nenhum ensina, técnica e praticamente, a arte de escrever. Nenhum fez ainda as demonstrações do estilo. É uma lacuna, que eu procurei preencher.

Creio que se pode ensinar a ter talento, a descobrir imagens e boas frases; e que, com uma regular aptidão, se pode chegar a formar estilo.

O meu alvo é mostrar no que consiste a arte de escrever; decompor os processos de estilo; expor tecnicamente a arte da composição; ministrar os meios de aumentar e ampliar as aptidões do estudioso, isto ó, duplicar-lhe e triplicar-lhe o talento; numa palavra, ensinar a escrever quem quer que o não saiba, mas que tenha o que é preciso para o saber.

Lição primeira: O dom de escrever

Toda a gente pode escrever? – Poderemos ensinar a escrever? – Como nos tornamos escritores. Primeiras condições para escrever.

Uma pergunta nos ocorre desde já: devemos escrever? Não será mau serviço favorecer as tendências para se cobrir as letras o papel? Não haverá bastantes escritores? Será preciso avisarmos os que escrevem mal?
Estamos inundados de livros. Que será a literatura quando toda a gente a praticar? Ensinar a escrever não será impelir o próximo a publicar tolices?

Há nisso evidentemente um perigo, mas o abuso de uma coisa não prova que ela seja má. Toda a gente fala e nem todos são oradores. A pintura vulgarizou-se, mas nem todos são pintores, nem todos os músicos fazem óperas.

Quem souber redigir uma carta, isto é, fazer uma narrativa a um amigo, deve ser capaz de escrever, por que uma página de composição é uma narrativa feita ao público.

Quem pode escrever uma página, pode escrever dez. E quem sabe fazer uma novela deve saber livro, por que uma série de capítulos é uma série de novelas.

Portanto, qualquer pessoa que tenha mediana aptidão e leitura, poderá escrever, se quiser, se souber aplicar-se, se a arte a interessar, se tiver o desejo de emitir o que vê e de escrever o que sente.

A leitura não é uma ciência inatingível, reservada a raros iniciados e que exija grandes estudos preparatórios.

Há muita gente que escreve mal.
E muita já, que poderia escrever bem, mas que não escreve e não pensa em tal. O dom de escrever, isto é, a facilidade de exprimir o que se sente, é uma faculdade tão natural ao homem como o dom da fala.
Ora, se toda a gente pode contar o que viu, por que não poderá escrevê-lo?

Muitos ignoram as suas forças, por que nunca as experimentaram, e estão mesmo longe de imaginar que poderiam escrever.

Lição segunda: Leitura

Os nossos conhecimentos são os germes das nossas produções. O talento não se inventa. Todos os grandes escritores proclamam a necessidade de ler, de ler bem. À leitura é a base da arte de escrever.

Para todos nós, o campo da imaginação está por cultivar; pode produzir, mas deve ser adubado. É quase sempre após uma leitura que se declaram as vocações literárias, porque é por ela que o nosso espírito se abre aos múltiplos recursos da arte de escrever.

A leitura mostra-nos, postos em prática, os meios de execução, faz-nos ver como se trata uma situação difícil, como se põe comoção nas frases, como se variam as expressões.

Pode-se afirmar que o homem que não lê é incapaz de conhecer as suas forças e ignorará sempre o que pode produzir. Não me cansarei de repetir: é preciso ler, ler sempre. Desconfiai daqueles que dizem: Nada quero conhecer, nada quero ler: basta-me a natureza.

Quereis saber se terei talento? Lede!
Os livros vô-lo dirão.
Escreveis, mas suspendestes a escrita? Lede!
Os livros vos inspirarão.
Lede, quando quiserdes escrever: lede, quando já não poderdes escrever. O talento não é mais que uma assimilação.

Devem ler-se muitos livros ou poucos? Pergunta importante e delicada. As leituras dispersas não têm proveito, assim como a leitura de um só autor, por uma estreita assimilação, faz cair no pasticho e transfunde-nos os defeitos de um escritor.

 Lição terceira: Estilo

Quem é o estilo?
O estilo é a maneira privativa, que cada um tem, de exprimir o seu pensamento pela escrita ou pela palavra.
Pela escrita, no escritor.
Pela palavra, no orador.
O estilo é o cunho pessoal do talento.
Quanto mais original é o estilo, quanto mais empolgante ele é, mais pessoal é o talento.

O estilo é a expressão, a arte da forma, que torna sensíveis as nossas ideias e os nossos sentimentos; é o meio de comunicação entre os espíritos.

Não é somente o dom de exprimir os nossos pensamentos, é a arte de os tirar do nada, de os fazer nascer, de ver as suas relações, é a arte de os fecundar e de os evidenciar. O estilo abrange a ideia e a forma.

O estilo é uma criação perpétua: criação de combinações, de ambages, de tom, de expressão, de palavras e de imagens.
Quanto mais essa criação se reconhece na leitura, melhor é o escritor.
A aproximação, o emprego de certas palavras dá-çhes uma magia especial, uma poesia particular, uma significação nova.

“As palavras têm uma alma. A maior parte dos escritores e dos leitores só lhes pedem um sentido. É preciso encontrar essa alma, que aparece ao contato de outras palavras, que ilumina certos livros, com uma luz desconhecida, bem difícil de fazer brotar.”

Texto adaptado do livro “A Arte de Escrever em 20 lições de Cândido Figueiredo”

Continua na PARTE 2 nesse link.

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