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O curioso blog que publica reviews de máquinas de lavar roupa

 

Texto Original: Manual do Usuário

Sites de reviews de produtos não são difíceis de encontrar hoje. Eles existem aos montes e prestam um serviço importante de auxílio à tomada de decisões na hora de comprar alguma coisa. A expertise de quem entende do assunto, somada ao contato com diversos produtos de uma categoria credenciam alguns desses a dar opiniões influentes.

Por ser uma categoria relativamente nova e, até pouco tempo atrás, um tanto complexa, a demanda por esse tipo de análise é grande. Mas há outras, de mesmo tamanho ou até maiores, negligenciadas pela mídia e mesmo por entusiastas — porque, afinal, testar e escrever sobre um produto dá trabalho.

Onde estão os reviews de geladeiras? E os de… sei lá, fogões? Máquinas de lavar roupa? Quando me mudei e “montei” o apartamento, senti falta de uma publicação voltada à linha branca.

Recentemente o podcast do Manual do Usuário, falou em tom de brincadeira, sobre essa lacuna no mercado editorial brasileiro. Uma lacuna, como descobriram mais tarde, que não está exatamente vazia. Nos comentários daquele episódio o leitor YagoG indicou o Roupa suja se lava na máquina, um blog de máquinas de lavar roupa. Existe um blog brasileiro sobre máquinas de lavar roupa. Até agora, ele estava fora do meu radar, a equipe do Manual do Usuário foi atrás de mais informações:

Como surge o interesse por essas máquinas?

“É bem estranho, na verdade,” admitiu Fernando Ricci, autor do Roupa suja…, sobre sua admiração por máquinas de lavar roupa. Tão logo li o comentário no podcast indicando seu blog, entrei em contato com ele e marcamos uma conversa. A ideia toda é fascinante, e a execução, boa.

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O blog em si, criado no Blogger, conta com uma apresentação simples, por vezes carregada, mas que guarda um conteúdo bastante rico. É o tipo de coisa que só alguém apaixonado é capaz de criar. Fernando coleciona máquinas, costuma ter cerca de 15 (!) em casa e é referência no assunto entre amigos e leitores, alguns fiéis, outros que o encontram pelo Google quando estão perto de adquirir um novo modelo.

O interesse pelas máquinas de lavar roupa vem de cedo. Ele contou que, quando criança, morava com os pais numa casa vizinha, sem muros ou qualquer divisória, à dos seus avós paternos. Ele gostava muito de ir lá, mas sua mãe não, então passou a colocá-lo na frente da máquina quando lavava as roupas da casa, em cima de um banquinho, a fim de distraí-lo. Funcionou. Com o tempo, aquela distração virou uma quase obsessão:

“Eu tenho flashes [de memória] de ir à casa dos meus avós e querer ver a máquina deles; eu ia na casa da minha tia, queria ver a máquina funcionando; eu ia na casa de vizinhos e se a máquina estivesse ligada eu ficava desesperado, corria na lavanderia para ver…”

Quando tinha 12 anos, a mãe de Fernando fez uma cirurgia que lhe exigiu três meses de repouso. As tarefas domésticas foram divididas entre seus dois irmãos e ele, que obviamente ficou incumbido de lavar a roupa suja. Mesmo depois que sua mãe estava totalmente recuperada, Fernando continuou responsável por comandar a máquina.

Aos 18, já trabalhando e ganhando seu próprio dinheiro, a relação com as máquinas de lavar roupa passou ao nível seguinte: “Comecei a comprar máquina de lavar. Eu comprava uma máquina, ficava cinco meses, um ano com ela, e trocava, porque queria conhecer outro modelo, outro funcionamento, eficiência, ouvir outro barulho.”

O surgimento do Roupa suja se lava na máquina

A ideia de criar um blog partiu de uma amiga. Fernando tinha o hábito de visitar os sites das fabricantes para saber dos lançamentos. Nessa, reparou que quando uma linha nova aparecia, a antiga sumia do site. E ele gostava de ter informações dos modelos antigos para referência, “consultar características, ver o manual, lembrar do painel de uma máquina antiga.” Vendo esse drama, a amiga sugeriu a criação do blog. “Dele o fabricante não poderá tirar as informações,” disse.

Sem experiência alguma com publicação online, foi desbravar o Blogger. Criou seu espaço e passou três meses coletando todas as informações possíveis do maior número de máquinas de lavar roupa que conseguiu encontrar. Compilou um arquivo de modelos, com informações, fotos e manuais de instruções. E largou o negócio por um tempo. Desconhecia recursos como comentários e estatísticas de visitação do sistema.

Seis meses depois, quando uma nova linha apareceu no mercado, ele voltou à área administrativa do seu blog para atualizá-lo e viu que havia mais coisas lá. Comentários, dúvidas, números indicando a popularidade do blog. “Começou a virar uma bola de neve. A procura era grande.”

Isso foi há seis anos. Hoje, o Roupa suja… tem página no Facebook, canal no YouTube e perfil no Instagram. Recebe, somando todos os canais de contato oferecidos aos leitores, de 60 a 70 dúvidas por dia. E o mais incrível é que ele tenta responder todas — é quase um SAC altamente qualificado, de uma pessoa só, sem custo algum aos interessados.

Felizmente o trabalho é reconhecido, por leitores e pela indústria. Ele foi convidado pela LG a participar do Digital Experience, evento da LG que colocou seu blog no meu radar, e estabeleceu relacionamentos com as principais fabricantes que atuam no país. Recentemente, esteve no Samsung Gourmet View, evento da fabricante sul coreana realizado em São Paulo. Algumas cedem máquinas de lavar roupa para ele testar da mesma forma que diversas assessorias fazem com smartphones e produtos menores.

Talvez a minha maior curiosidade a respeito do blog fosse sobre o público que o visita. É fácil imaginar paraquedistas do Google que chegam desesperados em busca de orientação para uma compra iminente, mas será que o Roupa suja… tem leitores fiéis? Gente que o visita regularmente e é tão interessada em linha branca quanto o autor?

Sim, esse público existe. Vez ou outra, inclusive, Fernando organiza eventos em sua casa com a presença de amigos que fez pelas redes sociais graças à paixão por máquinas de lavar roupa. São os “Wash In”: ele e mais meia dúzia de leitores, todos homens, se reúnem nos fins de semana para confraternizar. Conversam, comem e, claro, lavam muita roupa.

Já os amigos mais próximos não-adoradores dessas máquinas acham estranho o hobby, mas estão acostumados. Os de menos tempo geralmente reagem com espanto, na linha do “meu deus, para que tudo isso de máquina!?” É sempre uma surpresa.

O blog não é uma fonte de renda para Fernando. Alguns anúncios do Google são vistos e produtos com links de referência apareceram recentemente, mas segundo ele não é algo constante, ou mesmo que acrescente muito ao fim de cada mês.

Nos últimos anos Fernando trabalhou em algumas operadoras de telefonia móvel e, atualmente, escreve análises de equipamentos da linha branca para o Buscapé. Ele também tenta emplacar o Tá Testado, um novo blog de escopo maior, com análises de refrigeradores, micro-ondas, fritadeiras etc. “Meu pai sempre falou que eu gosto de tudo que vai na tomada, e é verdade. Adoro micro-ondas, adoro refrigerador, adoro forno elétrico, lavar louça, eletroportátil, adoro tudo isso.”

É um universo de variáveis. Da capacidade ao método de entrada das roupas, tudo conta. “É legal ver o agitador, como é o formato dele, porque isso influencia muito. A largura das pás, velocidade de centrifugação, consumo de energia, funções disponíveis no painel… Tem bastante coisa que precisa ver.”

Felizmente, algumas dicas são universais. Se não houver restrição de custo, explicou, dê preferência a máquinas com abertura frontal (“front load”). Segundo ele, essas máquinas “são mais econômicas, mais eficientes, desgastam menos o tecido.” Outra dica, essa de cunho mais prático, é prestar atenção ao agitador:

“Algumas máquinas praticamente não têm pá alguma, só um espiral em cima e embaixo, com umas ondinhas que não farão quase nada. Ali você já vê que a máquina não é muito eficiente. Mas se é um agitador que tem muita pá, ele será mais agressivo com a roupa. Então tem um monte de coisas pra analisar.”

Texto Original: Manual do Usuário

 

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